O ruído veicular interfere diretamente nos espaços urbanos e afeta a saúde humana. De fato, o excesso de barulho gera estresse, altera os níveis hormonais e eleva a pressão sanguínea.
Causa ainda distúrbios do sono, desregulando o metabolismo da glicose e afeta o apetite. A longo prazo, esse quadro pode evoluir para alterações psicológicas crônicas.
O barulho excessivo pode ser causado por problemas mecânicos, componentes desgastados ou por pneus carecas.
Para minimizar o problema, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) inseriu no curso de direção defensiva alguns conceitos básicos de proteção ao meio ambiente.
Quer conhecer melhor os riscos do ruído veicular nos caminhões? A seguir, explicaremos melhor esse assunto. Vamos lá? Acompanhe!
Quais são os riscos do ruído veicular?
Como você sabe, a buzina é um importante equipamento de segurança. No entanto, o uso indevido ou prolongado aumenta a poluição sonora, constituindo uma infração de trânsito.
Além disso, essa atitude desrespeitosa contribui para o aumento do estresse de motoristas e pedestres.
O problema causa ainda, os seguintes riscos:
Danos aos componentes mecânicos
Um ruído veicular pode indicar que o veículo está com problemas mecânicos ou com componentes desgastados. Isso, claro, pode causar graves acidentes, danificando o caminhão e ferindo o condutor.
Para evitar esses problemas é importante fazer a manutenção preventiva, conforme as especificações do fabricante. Assim, o ruído veicular se manterá próximo ao nível original e os problemas mecânicos serão corrigidos o mais rapidamente possível.
Desgaste prematuro dos pneus
Dirigir acima da velocidade permitida também aumenta a emissão de ruídos. O ideal, portanto, é conduzir com atenção, respeitando o limite de velocidade. Além disso, é preciso estar descansado e com o sono em dia.
Também é importante evitar frenagens e acelerações bruscas, especialmente se o caminhão estiver parado ou em marcha lenta. Essas ações desgastam os pneus prematuramente, elevando o ruído veicular.
Vale observar, no entanto, que alguns pneus produzem pouco ruído. Portanto, o ideal é pesquisar o melhor equipamento antes de comprar.
Aumento do consumo de gasolina
O ruído também pode ser causado por excesso de carga. Além de forçar o motor e a transmissão do caminhão, essa prática causa o desgaste prematuro dos pneus e aumenta o consumo de combustível. Também causa maior poluição do ar nas vias urbanas.
Causa deterioração das vias urbanas
Dirigir com excesso de carga também causa danos nas vias públicas, encurtando a vida útil de ruas, estradas e rodovias localizadas próximas às grandes cidades.
É um círculo vicioso — ao trafegar por vias danificadas, o veículo sofre mais danos e desgaste de peças, gerando o aumento do ruído veicular e a diminuição da vida útil das estradas.
Segundo a lei, quais práticas constituem crime?

Conforme a lei 9.605/98, o ruído veicular que resulte em danos para a saúde humana tipifica crime ambiental.
Causar a morte de animais ou destruir a natureza também é considerado crime ambiental. Além de multa, os responsáveis estão sujeitos à pena de reclusão, de um a quatro anos.
Por isso, veículos que trafegam por áreas de proteção ambiental e causam danos a florestas nativas podem ser abordados e os responsáveis sujeitos às sanções legais.
O motorista também pode ser multado por excesso de peso. Acima de 1 kg, a infração é considerada gravíssima, punida com multa de R$ 191,54 a cada 500 kg ou fração. Além disso, os veículos podem ser retidos até que a carga excedente seja removida.
Qual é a orientação da OMS?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) ruídos de até 55 dB não causam prejuízos à saúde. Já os sons acima de 65 dB causam irritabilidade, desconforto e dores de cabeça.
Também é preciso observar o tempo de exposição ao ruído. Quando submetido a ruídos acima de 100 dB por mais de uma hora, a audição humana pode ser seriamente danificada.
Já ruídos acima de 120 dB podem destruir a audição de forma permanente, caso o tempo de exposição seja superior a 3 minutos. Por outro lado, a exposição a ruídos de 120 dB por menos de 3 minutos não causa danos à audição, ainda que a situação ocorra com alguma frequência.
E a legislação de trânsito? O que diz?
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) usar a buzina em desacordo com as normas do Contran é uma infração leve. Nesse caso, o motorista poderá ser multado e perder pontos na carteira.
Utilizar alarme ou outro dispositivo eletrônico que perturbe o sossego público é considerado uma infração média. Nesse caso, o caminhão poderá ser apreendido e o motorista, multado.
Segundo o Contran, o nível máximo permitido para buzinas ou alarmes sonoros é de 104 dB. Equipamentos sonoros não autorizados ou imitirem som acima do permitido sujeitam o motorista ao pagamento de multas. Além disso, o veículo pode ser apreendido para regularização.
Já o ruído veicular causado pela má conservação é considerado infração grave e sujeita os responsáveis a multa e a retenção do caminhão para regularização.
É fato que o ruído provocado por caminhões e outros veículos pesados causam poluição sonora. A situação, portanto, deve ser tratada com cuidado para evitar danos à saúde humana.
A educação no trânsito é fundamental para minimizar esse problema. Além disso, os motoristas só devem utilizar a buzina para alertar sobre riscos de acidentes ou para indicar uma ultrapassagem.
Também é importante revisar o veículo com frequência, não transportar mais carga que o permitido e optar por pneus que produzem pouco ruído.
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